Coleções

Par de castiçais de base prismática tri-facetada, em porcelana com decoração designada de "Imari", em tons de azul e vermelho-ferro, contornados a ouro sobre o vidrado. Uma das faces totalmente preenchida com armas de Francisco José de Sampaio Melo e Castro, de grande beleza, acrescentando o seu esmalte verde, uma riqueza adicional à típica decoração Imari.

Importante arca de grandes dimensões, de formato paralelepipédico, em madeira de angelim com tampo plano de abater, trabalho indo‑português do século XVI.

Polvorinho em chifre de antílope - "Nilgai" - com elegante terminal em marfim representando a Makara, animal da mitologia Hindu, possuidor de forte significado para as comunidades locais.

Manga de Farmácia em faiança portuguesa, de forma cilíndrica com ligeiro estrangulamento no centro, decorada a azul e vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo com cartela retangular, larga e oblíqua, com a inscrição S.BUGLOZI, que sobressai de densa decoração com grandes boninas. O colo com cercadura vegetalista e a base de filete remata a composição da manga.

Perfumador em prata portuguesa, levantada. Corpo bojudo decorado com gravado de “Flores” intercaladas por friso ondulante de folhagens, assente sobre base redonda. Tampa vazada com decorações geométricas e fitomórficas, encimada por pomo em forma de “urna”. Pega em pau-santo torneado. Alma em cobre.

Cómoda em nogueira entalhada em tombeau. Estrutura bombée com tampo liso de formato rectangular e recortado, moldurado e saliente, acompanhando a acentuada movimentação da caixa em curva e contracurva, repousando sobre tripla moldura. Frente com três renques de gavetas: sob o tampo, duas iguais e, nos restantes, um gavetão com cercaduras periféricas proeminentes e quebras laterais, separados por estreitos entrepanos lisos, com excepção do superior,que apresenta um friso de tremidos com diferentes angulações, irradiados a partir do centro.

Raro cofre Cingalês do séc. XVII em marfim com aplicações em prata, tampa plana de abater de dimensão ligeiramente superior ao corpo e elegantes pés em bolachas torneadas.
A base é formada por quatro painéis de aproximadamente 10 mm de espessura unidos por juntas malhetadas cegas a meia esquadria. Dois painéis de largura invulgar formam a sólida tampa, sendo a base composta por três secções.

Raro grupo em marfim policromado de fabrico Goês do séc. XVII, representando o arcanjo São Miguel Matando o Dragão, iconografia rara no panorama de figuras devocionais Indo-Portuguesas.
Certamente produzido para um oratório privado o Arcanjo, ao qual se perderam as características asas, é representado de pé sobre o abdómen do dragão, segurando na mão direita uma lança que trespassa a garganta do monstro, e na esquerda uma vara com terminando em flor-de-lis.

Aquamanil
Faiança Portuguesa
Lisboa, 1620-1640
Dim.: 12,0 x 18,0 cm

Aquamanil em faiança, de fino vidrado entanífero, decorado a azul-cobalto, produzido nas oficinas de Lisboa na primeira metade do séc. XVII e que representa um animal fantástico, inspirado num Kendi em forma de rã, de porcelana chinesa Wanli - Kraak.

Aquamanile
Portuguese faience
Lisbon, 1620-1640
Dim.: 12,0 x 18,0 cm

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