“Azulejos” e “Faianças”

Nº de referência da peça: 
C580

Faiança Portuguesa
Lisboa, c.1700
Alt.: 28,0 cm
Imponente par de mangas de farmácia em faiança portuguesa, da segunda metade do séc. XVII, de formato tubular, ligeiramente estrangulado ao centro, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul sobre esmalte branco.
O bojo é preenchido com as exuberantes armas da Ordem dos Dominicanos, encimadas por coroa real fechada, de onde pende uma pequena borla.
Está ladeado por elementos vegetalistas onde sobressaem folhas de acanto, cornucópias e um edifício, representando eventualmente o mosteiro.

Nº de referência da peça: 
C592

Aquamanil
Faiança Portuguesa
Lisboa, 1620-1640
Dim.: 12,0 x 18,0 cm

Aquamanil em faiança, de fino vidrado entanífero, decorado a azul-cobalto, produzido nas oficinas de Lisboa na primeira metade do séc. XVII e que representa um animal fantástico, inspirado num Kendi em forma de rã, de porcelana chinesa Wanli - Kraak.

Aquamanile
Portuguese faience
Lisbon, 1620-1640
Dim.: 12,0 x 18,0 cm

Nº de referência da peça: 
C421

Excepcional prato em faiança portuguesa, com covo pouco acentuado e aba levantada, coberto com esmalte branco e pintado a azul e vinoso de manganês, num minucioso trabalho de composição designado de Desenho Miúdo. A decoração é tipicamente chinesa com o covo e a aba preenchidos por paisagem orientalizante. No centro surgem dois monges budistas sobre uma ponte à sombra de uma umbella inseridos numa profusa composição vegetalista.

Nº de referência da peça: 
C419

Rara bacia em faiança portuguesa, de covo acentuado, aba chanfrada e bordo canelado, revestido por esmalte branco e decoração de Desenho Miúdo, pintada a azul e vinoso de manganês. Fundo preenchido por profusa decoração vegetalista com aves pousadas em ramos e charcos, destacando-se cruz da Ordem de Malta ao centro. A composição está circundada por orla de três contas, limitada por dois frisos. Na aba um padrão composto por gazelas, aves, casario e vegetação diversa. Tardoz com quatro ramos pintados a azul e vinoso.

Nº de referência da peça: 
C422

Raro prato em faiança portuguesa, de covo acentuado e aba lisa, revestido por esmalte branco e decoração de Desenho Miúdo pintado a azul e vinoso de manganês. No fundo, como motivo central, um cupido numa paisagem exótica com casario oriental inscrita numa barra de contas limitada por dois frisos.

A aba apresenta uma composição de animais - gazelas e aves – numa paisagem com vegetação exótica e casario oriental. No tardoz, quatro ramos pintados a azul e vinoso e a marca de posse (?) VAS BOAL.

Nº de referência da peça: 
C438

Canudo de botica ou manga de farmácia, em faiança portuguesa de formato cilíndrico ligeiramente cintado, decorado com padrão de desenho miúdo, a azul-cobalto e vinoso de manganês, sobre esmalte branco. No bojo, cartela barroca larga oblíqua, com a inscrição na tarja MIRABELET, circundada por paisagem de rochedos e vegetação e um grande pássaro em pleno voo. O corpo está limitado por larga barra de gregas avivada por friso, que faz a transição para a base e para o bordo.

Nº de referência da peça: 
C439

Manga de Farmácia em faiança portuguesa, de forma cilíndrica com ligeiro estrangulamento no centro, decorada a azul e vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo com cartela retangular, larga e oblíqua, com a inscrição S.BUGLOZI, que sobressai de densa decoração com grandes boninas. O colo com cercadura vegetalista e a base de filete remata a composição da manga.

Nº de referência da peça: 
C441

Canudo de botica em faiança portuguesa, de forma cilíndrica com ligeiro estrangulamento no centro, boca alteada e revirada, decorado a azul de contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo com cartela oval e oblíqua, com a inscrição VNG. TO PALIDVM, ladeado por alguns elementos florais de influência chinesa e um imponente busto feminino com toucado à moda da época, conhecido por Bella, influência da majólica italiana. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

Nº de referência da peça: 
C442

Canudo de farmácia em faiança portuguesa, rodado, ligeiramente estrangulado ao centro, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul com contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo decorado por paisagem do tipo oriental, de rochedos e vegetação com grandes flores, onde sobressaem um lebrão e uma garça. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

Nº de referência da peça: 
C500

Garrafa paralelepipédica em faiança portuguesa do séc. XVII, de secção quadrangular com ombro arredondado, colo curto e cilíndrico, gargalo proeminente, coberta a esmalte branco com pintura a azul-cobalto. Está decorada com quatro painéis arqueados onde se inscrevem cartelas, preenchidas por elementos decorativos vegetalistas de influência oriental: crisântemo com duas flores e respectivos ramos e folhas estilizadas em vários tons de azul, sobre vidrado. O ombro é ocupado por faixa barroca de acantos e o gargalo proeminente em esmalte branco.

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