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Escultura cíngalo‑portuguesa do séc. XVI / XVII de rara dimensão e qualidade com grande minúcia de entalhe. Jesus Cristo apresenta um rosto grande, ovalado e sereno, com cabelos desenhando estrias muito finas e uma madeixa pendente sobre a direita. Olhos amendoados e achinesados, nariz fino, boca pequena, grande bigode pendente e barba bifurcada em madeixas enroladas.

Barretina D. José de madeira integralmente revestida a pele de cação. O interior, forrado a veludo, é compartimentado para conter faqueiro de doze pessoas. Ferragens em latão gravado.

O faqueiro em prata portuguesa relevada, é composto por 12 facas e garfos de resto, e 12 colheres de sopa.

Excepcional arcaz indo-português, executado pelos carpinteiros reinóis Diogo Moniz e Manuel Rodrigues (1620–1635), responsáveis pela marcenaria da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do Convento de Santo Agostinho, no Monte Santo, em Velha Goa, constituído por dois corpos em teca com molduras de ébano. Frente com duas portas laterais decoradas com “Águias Bicéfalas” – Insígnia da Ordem de Santo Agostinho, embutidas em ébano e com pregaria, ladeadas por quatro gavetões com molduras de ébano recortadas.

Faiança Portuguesa "Desenho Miúdo"
Lisboa 1660-1680
Alt.: 29,0 cm

Prov.: Colecção R.Q., Lisboa

Bottle
Portuguese faience "Desenho Miúdo"
Alt.: 29,0 cm

Prov.: R.Q. collection, Lisbon

A343
Meia-cómoda D. José em pau-santo maciço, do séc. XVIII.Tampo recortado, acompanhando as linhas do corpo, decorado com rebaixo. Caixa ondulada e abaulada, na frente e nas ilhargas, com duas gavetas e um gavetão. Saial, da frente e das ilhargas, recortado eentalhado, decorado com conchas e volutas.
Pernas arqueadas e rematadas por um friso, terminando em pés de enrolamento.
Ferragens rocaille em bronze dourado.

Importante cafeteira neoclássica em prata portuguesa de António Firmo da Costa, com corpo em forma de balaústre, elevado por pé circular. Corpo liso com canelados côncavos e cintura com cercadura requintadamente gravada de motivos florais e com duas reservas lisas, junto ao bojo, limitada por faixas estriadas, e que se prolonga por um colo longo liso.

Par de contadores de mesa em teca, com tampo de abater, revestidos a placas de tartaruga sobre folhas de ouro, com seis gavetas simulando sete. As placas de tartaruga estão emolduradas simultaneamente por tarjas de marfim e embutido linear de segmentos de madeira alternando com marfim.

Ferragens de latão com espelho em forma de roseta, asas nas ilhargas, pormenor que reflecte o carácter móvel destas peças que, pelas suas dimensões são facilmente transportáveis.

Canudo de farmácia em faiança portuguesa, rodado, ligeiramente estrangulado ao centro, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul com contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo decorado por paisagem do tipo oriental, de rochedos e vegetação com grandes flores, onde sobressaem um lebrão e uma garça. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

Cafeteira de três pés D. José em prata portuguesa. Corpo modelado num formato piriforme, característico do período rocaille. No bojo, decoração rocaille cinzelada, usando motivos fitomórficos, rosas, concheados e volutas plenas de movimento, destacando-se um medalhão central emoldurado por duas longas aletas.

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