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Par de taças globosas em forma de barca, constituídas por duas calotes ovóides de madrepérola de Turbo marmuratus, unidas por placas rectangulares. Bordo com fino perlado terminando em cabeças de makara. Assentam sobre bases ovaladas.

Adaga de tipo "Pesh-Kabs" com lâmina em aço damasquino de gume simples. O punho não apresenta guardas e é totalmente revestido por finas placas de madrepérola fixas por pequenos pinos.
O formato da lâmina, em "T", é a principal característica desta tipologia. Larga junto à base do punho, adelgaça e termina em fina ponta. Este curioso formato foi concebido essencialmente para perfurar cotas de malha.

Perfumador em prata portuguesa, levantada. Corpo bojudo decorado com gravado de “Flores” intercaladas por friso ondulante de folhagens, assente sobre base redonda. Tampa vazada com decorações geométricas e fitomórficas, encimada por pomo em forma de “urna”. Pega em pau-santo torneado. Alma em cobre.

Cafeteira de três pés D. José em prata portuguesa. Corpo modelado num formato piriforme, característico do período rocaille. No bojo, decoração rocaille cinzelada, usando motivos fitomórficos, rosas, concheados e volutas plenas de movimento, destacando-se um medalhão central emoldurado por duas longas aletas.

Invulgar Banca ou Mesa indo-portuguesa do séc. XVII, em teca e pau-santo com embutidos e guarnições em marfim e ébano. Decoração estilizada representando composições de motivos vegetalistas, animais e arabescos. Tampo profusamente decorado, a partir de uma rosácea central estilizada, limitada por duplo círculo com padrão geométrico de losangos alternando também com círculos, a partir dos quais irradiam de forma centrípeta ânforas com elementos vegetalistas estilizados.

Polvorinho em chifre de antílope - "Nilgai" - com elegante terminal em marfim representando a Makara, animal da mitologia Hindu, possuidor de forte significado para as comunidades locais.

Extraordinária escultura do Menino Jesus Bom Pastor, quer pelo tamanho quer pela qualidade escultórica, realçando-se a minúcia da peça, uma verdadeira talha de ourives.

Na escultura desenvolve-se o episódio evangélico do Bom Pastor, a Parábola da Ovelha Perdida. O Menino apresenta-se sentado no alto de um monte rochoso com socalcos, cheio de ovelhas, fontes com pássaros bebendo, numa alusão óbvia à Palavra Divina, três grutas– com o Presépio, São Jerónimo e Maria Madalena – e ainda, os Santos Evangelistas.

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