Mobiliário

F974  Ao contrário da maioria das tipologias de mobiliário produzido na Ásia para o mercado europeu, seguindo protótipos levados pelos Portugueses no século XVI, este modelo segue uma forma em uso na Ásia, nomeadamente no Japão. Estas raras peças de mobiliário ficaram conhecidas em português como ventó, de bentó, uma palavra de origem japonesa.

F952  Móvel portátil Indo-português, paralelepipédico, em teca com embutidos em ébano e marfim, produção de Goa de meados do século XVII. A caixa é compacta, com porta lateral e assenta em quatro pés de ébano em bolacha. Apresenta uma pega em cobre dourado no topo. A decoração invade todo o móvel, tirando partido do efeito claro/escuro das madeiras utilizadas, com os embutidos de ébano sobre o fundo claro da teca.

F880  Importante ventó em madeira exótica lacada, apresentando nas quatro faces raras representações de europeus. De caixa paralelepipédica, mostra no interior um gavetão e, possivelmente, teria tido uma gaveta mais estreita, agora desaparecida.

A346 Harmoniosa banca, ou mesa, de duas gavetas e travejamento duplo, indo-portuguesa do séc.XVII, em teca com embutidos em ébano.Tampo rectangular saliente, uma característica comum neste género de mobiliário, com elegante decoração, dada pela simplicidade dos embutidos. Ao centro formas geométricase vegetalistas, parecendo delinear uma roseta e caules com folhas estilizadas, motivo este que se repete nos cantos garantindo a continuidade com o padrão vegetalista do centro; é delimitado por moldura periférica.

Nº de referência da peça: 
A420

A420  Invulgar banca ou mesa de escrita indo‑portuguesa,do século XVII, em teca e sissó, com embutidos e guarnições em marfim e ébano.A decoração invade todo o móvel, tirando partido do efeito contrastante das madeiras utilizadas: embutidos escuros de ébano sobre o fundo claro da teca, pontuados por pequenas cavilhas de marfim, que matizam assuperfícies de pontos brancos.

Nº de referência da peça: 
A296

A296 Invulgar Banca ou Mesa indo-portuguesa doséc. XVII, em teca e pau-santo, com embutidos e guarnições em marfim e ébano e decoração estilizada representando composições de motivos vegetalistas, animais e arabescos.Tampo profusamente decorado, a partir de uma rosácea central estilizada, limitada por duplo círculo com padrão geométrico de losangos alternando também com círculos, a partir dos quais irradiam de forma centrípeta ânforas com elementos vegetalistas estilizados.

Nº de referência da peça: 
A262

A262 Excepcional arcaz indo-português, executado pelos carpinteiros reinóis Diogo Moniz e Manuel Rodrigues (1620–1635), responsáveis pela marcenaria da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do Convento de Santo Agostinho, no Monte Santo, em Velha Goa. Constituído por dois corpos em teca com molduras de ébano. Frente com 2 portas laterais decoradas com “Águias Bicéfalas” – Insígnia da Ordem de Santo Agostinho, embutidas em ébano e com pregaria, ladeadas por quatro gavetões com molduras de ébano recortadas.

A430  Importante arca de grandes dimensões, em madeira de angelim, paralelepipédica, com tampo plano de abater, trabalho indo‑português do século XVI. O tampo é de encaixe, com dimensão superior ao corpo e formado por uma única prancha de madeira rematada por régua lateral, articulando em seis gonzos de ferro, com uma coaptação perfeita. O remate ortogonal dos bordos é à meia esquadria, à maneira de Quinhentos. A decoração exterior é obtida através de dez tachões lisos e circulares, que escondem os grampos dos gonzos e das argolas da aldraba.