Coleções

Faiança Portuguesa "Desenho Miúdo"
Lisboa 1660-1680
Alt.: 29,0 cm

Prov.: Colecção R.Q., Lisboa

Bottle
Portuguese faience "Desenho Miúdo"
Alt.: 29,0 cm

Prov.: R.Q. collection, Lisbon

Excepcional cofre das oficinas de Guzarate, em tartaruga guarnecida a prata, datável da 2ª metade do século XVI.

Raro tampo de mesa de engonços ou de encartar em madeira exótica, revestida a laca do Sudeste Asiático, ou "thitsi", a negro, que seria originalmente montado em cavaletes que não subsistem. A sua superfície em relevo terá sido decorada a folha de ouro segundo a técnica "tiejinqi" ou "jinqi", chamada "haku-e" em japonês, típica das lacas birmanesas conhecida por "shweizawa".

Raro e original recipiente em prata portuguesa do século XVII, concebido como uma escultura de cariz naturalista representando um mocho, peça de que se conhecem muito poucos exemplares e que teria sido utilizada durante o culto religioso. É constituído por duas partes: a tampa, em forma da cabeça da ave e o receptáculo, com a fisionomia do corpo do pássaro de pé sobre as patas e com as asas sobrepostas sobre a cauda. O bico é adunco e os olhos têm material vítreo branco e preto incrustado.

Requintada adaga em ouro, diamantes, esmeraldas e rubis, de um só gume com lâmina em aço damasquino. O punho apresenta um extraordinário trabalho de incrustação de gemas, com 222 rubis, 36 esmeraldas e 22 diamantes em ouro de 24k, formando na zona central uma flor de sete pétalas. As zonas laterais do encaixe exibem delicados frisos a ouro cinzelado com requintados motivos vegetalistas – flores e folhas.

Raro prato em faiança portuguesa, de covo acentuado e aba lisa, revestido por esmalte branco e decoração de Desenho Miúdo pintado a azul e vinoso de manganês. No fundo, como motivo central, um cupido numa paisagem exótica com casario oriental inscrita numa barra de contas limitada por dois frisos.

A aba apresenta uma composição de animais - gazelas e aves – numa paisagem com vegetação exótica e casario oriental. No tardoz, quatro ramos pintados a azul e vinoso e a marca de posse (?) VAS BOAL.

Prato em faiança portuguesa da primeira metade do séc. XVII, com covo pouco acentuado e aba levantada, esmaltado a branco de estanho e decorado a azul-cobalto e vinoso de manganês, inspirada na porcelana chinesa Kraak do reinado Wanli, dinastia Ming.

Invulgar Banca ou Mesa indo-portuguesa do séc. XVII, em teca e pau-santo com embutidos e guarnições em marfim e ébano. Decoração estilizada representando composições de motivos vegetalistas, animais e arabescos. Tampo profusamente decorado, a partir de uma rosácea central estilizada, limitada por duplo círculo com padrão geométrico de losangos alternando também com círculos, a partir dos quais irradiam de forma centrípeta ânforas com elementos vegetalistas estilizados.

“Todos os que Caem – II”

2009

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