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"Sem Título" – Linha de Água

1982

Elegante mesa em pau-santo de bonita vergada, datada do período de transição do reinado D. João V para o de D. José. Ao primeiro olhar são as proporções que despertam a singularidade desta peça de dinâmico tratamento formal e elegância. O tampo é rectangular, liso e recortado, moldurado, acompanhando o movimento ondulante da frente e ilhargas, em perfeita sintonia. A frente com duas gavetas rematadas por friso periférico e saial recortado e entalhado com concha e folhagem.

Caixa de escrita de formato rectangular e com tampa superior de levantar, em madeira de teca lacada a negro, encarnado e ouro. A decoração organiza-se em painéis de motivos fitomórficos, com ramagens onduladas e folhas em forma de “foicinha” rematadas por flores, delimitados por molduras lisas.

Excepcional arcaz indo-português, executado pelos carpinteiros reinóis Diogo Moniz e Manuel Rodrigues (1620–1635), responsáveis pela marcenaria da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do Convento de Santo Agostinho, no Monte Santo, em Velha Goa, constituído por dois corpos em teca com molduras de ébano. Frente com duas portas laterais decoradas com “Águias Bicéfalas” – Insígnia da Ordem de Santo Agostinho, embutidas em ébano e com pregaria, ladeadas por quatro gavetões com molduras de ébano recortadas.

Raro escudo de aparato de formato circular (rodela) em madeira exótica (pranchas cavilhadas entre si), coberto por várias camadas de pele animal moldado a quente à estrutura de madeira segundo a técnica do cuir bouilli, posteriormente revestida por laca do Sudeste Asiático ou thitsi a negro e decorada a folha de ouro na frente e no verso.

Fantástica salva armoriada D. José de três pés, em prata portuguesa, trabalho do notável prateiro João Coelho Sampaio. Fundo liso com imponente representação heráldica de cartela coroada “Ave” e moldurado com tarja de aletas, flores e folhagens gravadas.

Orla alteada e recortada com superfícies curvilíneas alternando com canelados ondulados, aletas e vieiras estilizadas, repuxadas e cinzeladas. O bordo rebitado à base, técnica muito comum à época.

Menino Jesus de grandes dimensões em marfim, do século XVII.

Teca, sissó e marfim (tingido e cor natural) Arqueta-escritório de tampo de levantar de caixa paralelepipédica, assente em pés de bola achatada, com estrutura de teca e faces exteriores em sissó decorado a embutidos de teca, sissó e marfim à cor natural e tingido de verde, e ferragens e pregaria em cobre vazado e dourado. O tampo de levantar dá acesso a um compartimento central rodeado na frente e nas laterais por três escaninhos (para os instrumentos de escrita), com um tinteiro e uma poeira em sissó ladeando cada um o escaninho da frente.

Cómoda em nogueira entalhada em tombeau. Estrutura bombée com tampo liso de formato rectangular e recortado, moldurado e saliente, acompanhando a acentuada movimentação da caixa em curva e contracurva, repousando sobre tripla moldura. Frente com três renques de gavetas: sob o tampo, duas iguais e, nos restantes, um gavetão com cercaduras periféricas proeminentes e quebras laterais, separados por estreitos entrepanos lisos, com excepção do superior,que apresenta um friso de tremidos com diferentes angulações, irradiados a partir do centro.

"Composition sur Fond Vert Rythmes"

c.1960

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