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Excepcional arcaz indo-português, executado pelos carpinteiros reinóis Diogo Moniz e Manuel Rodrigues (1620–1635), responsáveis pela marcenaria da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do Convento de Santo Agostinho, no Monte Santo, em Velha Goa, constituído por dois corpos em teca com molduras de ébano. Frente com duas portas laterais decoradas com “Águias Bicéfalas” – Insígnia da Ordem de Santo Agostinho, embutidas em ébano e com pregaria, ladeadas por quatro gavetões com molduras de ébano recortadas.

Cafeteira josefina de três pés, em prata portuguesa. Corpo piriforme alongado, decorado no bojo e junto à tampa, com elementos florais, vegetalistas e concheados, predominando aletas em “C”, finamente cinzelados e cartelas. O bico, em colo de cisne, envolve-se em caneluras, terminando em folha de acanto. Assenta sobre três pés em sapata, espalmados, que se unem ao corpo da peça por um concheado repuxado.

Escultura luso-oriental do séc. XVII, em madeira com policromia. Numa representação naturalista, o Menino está adormecido sobre o tronco de uma árvore. A cabeça é esculpida com grande delicadeza e traços fisionómicos chineses: cara redonda, olhos rasgados e boca pequena. Toda a sua expressão se assemelha a um pequeno Buda, sugerindo tratar-se de um exemplar da imaginária do Extremo Oriente.

Salva recortada por vinte gomos em prata portuguesa lisa. Decoração martelada em gomos côncavos espiralados que se desenvolvem a partir do centro.

Medalhão central liso e limitado por meia cana elevada. Esta tipologia de salvas com gomos em espiral é particularmente rara, o mesmo acontecendo com as tambuladeiras.

Par de grandes potes bojudos do período Kangxi, em porcelana branca decorada com esmaltes Imari sob o vidrado e com garnitures em bronze dourado. No bojo uma paisagem tipicamente chinesa com montanhas, casario, rochedos, arvoredo e rio.

À beira-rio crianças brincam e Kuanines conversam serenamente, sob o olhar dos pescadores que navegam no rio. No ombro, uma banda de painéis em forma de cabeça de ceptro de ruyi, com fundo azulado alternam com reservas rouge-de-fer com motivos vegetalistas.

Par de potes com tampa, em forma de balaústre, com colo curto rematado por rebordo arredondado, em porcelana branca com decoração azul-cobalto e revestido de vidrado levemente azulado, do período Kangxi. O bojo ostenta, uma decoração com padrão cerrado de elementos vegetalistas e com grandes flores onde se destacam crisântemos e peónias – a rainha das flores, simbolizando a Primavera, associada à boa sorte e riqueza.

Par de castiçais neoclássicos em prata portuguesa. Base elíptica, vazada em gradinha, assente sobre quatro pés salientes em bola, da qual se eleva a corola de uma flor de oito pétalas gomadas, terminando em gotas. Este padrão repete-se no fuste e no copo, separados por bolachas.

A haste canelada é interrompida por uma cinta transfurada, com quatro reservas lisas. Nó e arandelas elípticas em gradinha, desenhadas segundo o padrão decorativo da base.

“Paisagem com Fidalgo e Cão à Beira Rio”

Raro pote Ming, com tampa, de corpo sextavado de seis lóbulos e gargalo curto e direito, em porcelana branca e vidrado levemente azulado. O bojo apresenta quatro reservas com paisagem à beira da água, com ganso rodeado por flores de lótus e outras plantas aquáticas,sobrevoada por ave em voo picado.

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