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D776  Sem Título – “Figura com Véus”

Cafeteira em prata portuguesa com corpo em forma de ânfora, assente sobre base circular. Peça decorada com uma variante de elementos neoclássicos que variam entre os perlados e os tecidos drapeados. A base com uma cercadura de perlados é encimada por canelados côncavos e uma fileira de pérolas que marcam o arranque do bojo, decorado por um friso de folhas de acanto repuxadas.

F767  Par de taças globosas em forma de barca, constituídas por duas calotes ovóides de madrepérola de turbo marmuratus, unidas por placas rectangulares. Bordo com fino perlado terminando em cabeças de elefante. Assentam sobre bases ovaladas. O encanto destes preciosos objectos reside, não só na beleza natural do material que as constitue, mas também na inteligente adaptação que o homem fez destes materiais.

D1099  “Céfalo e Prócris” ABRAHAM BLOMAERT (1564–1651) é uma das mais fortes personalidades da pintura holandesa do último Maneirismo. Seguiu num primeiro momento o estilo de Franz Floris e dos fiamminghi romanizados e, já em fase avançada de carreira (apesar de não ter ido a Itália), a influência do chiaroscuro de Caravaggio, adoçando o seu estilo através de um requintado naturalismo lumínico.

F1043  Raro e excepcional Yatate, conjunto de escrita portátil japonês Namban, literalmente traduzido como “suporte em seta”, sugerindo a forma de um cachimbo e decorado com temas alusivos à arte namban. Braço longo cilíndrico oco, em cobre de coloração acastanhada, com as extremidades em prata, decoradas com ornamentos em namban Karakusa1, onde se guardava o pincel de escrita.

F953  Rara caixa de escrita em marfim, de formato paralelepipédico e tampa troncocónica, com decoração rebaixada e policromada, enriquecida com aplicações em prata, produzida no Decão, no centro da Índia e datável do século XVII. A decoração é característica das artes de corte dos Sultanatos do Decão, evidenciando uma tendência para preenchimento dos espaços disponíveis, pela repetição dos elementos decorativos. As paredes laterais mostram um padrão contíguo de ramalhetes vermelhos idênticos, inseridos em arcos polilobados a verde.

Extraordinário prato de faiança portuguesa com decoração geométrica, dita islâmica, na aba e paisagem no centro, inspirada na porcelana chinesa do reinado Wanli. Decorado a azul‑cobalto, sobressai no fundo um dodecágono vegetação exótica, com com uma ave num charco a levantar voo.

D1165   "Romance II – A Batalha dos Unicórnios" 1963

C440 Imponente e raro pote em faiança portuguesa do séc. XVII, rodado, de forma ovóide e bulbosa,com colo demarcado, duas asas e pintado a azul-cobalto sobre o esmalte branco. A decoração é densa e preenche integralmente toda a sua superfície, testemunhando o horror vacui, característica derivada de modelos islâmicos. Embora de nítida influência oriental, a representação humana têm tipologia ocidental estando inserida numa paisagem de sabor orientalizante.

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