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Excepcional prato em faiança portuguesa, com covo pouco acentuado e aba levantada, coberto com esmalte branco e pintado a azul e vinoso de manganês, num minucioso trabalho de composição designado de Desenho Miúdo. A decoração é tipicamente chinesa com o covo e a aba preenchidos por paisagem orientalizante. No centro surgem dois monges budistas sobre uma ponte à sombra de uma umbella inseridos numa profusa composição vegetalista.

Objecto de prata de âmbito civil, usado para lavar as mãos no ritual que antecedia as refeições da aristocracia portuguesa, este extraordinário aquamanil, de grandes dimensões e peso, pertence a um grupo de cerca de oito peças dispersas pelo globo.

"Fuga para o Egipto"
Portugal, séc. XVIII (1ª metade)
(204 azulejos)
Dim.: 172,0 x 244,0 cm

"Flight into Egypt"
Portugal, 18th century (1st half)
(204 tiles)
Dim.: 172,0 x 244,0 cm

Faiança Portuguesa "Decoração Geométrica"
Lisboa, 1600-1620
Diâm.: 29,0 cm

Prov.: Colecção particular Inglesa

Plate
Portuguese faience "Geometric Pattern"
Lisbon, 1600-1620
Diam.: 29,0 cm

Prov.: English private collection

Rara escultura em marfim sino-portuguesa, representando Nossa Senhora, que adapta, quer o entalhe da imagem à própria curvatura da presa, quer a iconografia europeia da Virgem Maria à deusa chinesa Kuan-Yin. Trabalho de grande beleza escultórica, de uma verticalidade elegante, representação característica de sua condição divina e expressão de espiritualidade e misticismo, próprias da arte cristã sino-portuguesa.

Cómoda D. João V, de três gavetões em pau-santo maciço, com frente e ilhargas onduladas e decorada com motivos entalhados. Tampo rectangular, liso e recortado, levemente moldurado, acompanhando o movimento da frente e das ilhargas com cantos dianteiros arredondados. Gavetas com frentes lisas e com embutido desenhando moldura periférica de filete, com motivo floral nos cantos. Saiais recortados e muito desenvolvidos, decorados com elementos rocaille de disposição simétrica, volutas e enrolamentos vegetalistas.

Importante caixa escritório indo-portuguesa,
entalhada em baixo-relevo com tampa de rebater e gavetão, lacada e negro e dourada. A tampa é articulada por gonzos em ferro, e ferrolho do mesmo metal com decoração incisa, fechando sobre espelho em forma de escudete liso com vestígios de ouro; cinco tachões radiados cobrem as pontas dos grampos, tanto do ferrolho como da dobradiça.

“A Menina Gaivota em Dias de Nevoeiro”

2005

 

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