Coleções

“Oh Maman, Quelle Bonne Surprise!”

Paris 1971

Belo prato de grandes dimensões, com covo pouco acentuado e de aba levantada, esmaltado a branco e decorado a azul-cobalto, em faiança portuguesa da primeira metade do século XVII, inspirada na porcelana chinesa Kraak do período Wanli, dinastia Ming.

Fundo com decoração muito preenchida onde sobressai, numa exuberante paisagem exótica,um javali junto a um varandim, uma roda budista e, ao fundo, casario com igreja.

Belíssima adaga com punho em marfim de morsa com "cabochons" de rubis encastoados a ouro com técnica de "Kundan", desenhando um friso e uma flor de seis pétalas de cada face e, na extremidade, uma elipse com motivo geométrico. Lâmina recta e bastante robusta de um só gume, em aço damasquino e com dorso reforçado.
É bem visível nesta adaga a influência e características persas que pautaram muita da arte típica do Império Mogol. As suas origens remontam à Pérsia, com a qual mantiveram intensas relações diplomáticas e comerciais, privilegiando sempre a cultura e estética Safávida.

D574 “Gato"1956

Objecto de prata de âmbito civil, usado para lavar as mãos no ritual que antecedia as refeições da aristocracia portuguesa, este extraordinário aquamanil, de grandes dimensões e peso, pertence a um grupo de cerca de oito peças dispersas pelo globo.

Cafeteira de três pés D. José em prata portuguesa. Corpo modelado num formato piriforme, característico do período rocaille. No bojo, decoração rocaille cinzelada, usando motivos fitomórficos, rosas, concheados e volutas plenas de movimento, destacando-se um medalhão central emoldurado por duas longas aletas.

Cómoda D. José de dois gavetões, em pau-santo maciço. Tampo rectangular, liso e levemente moldurado, acompanhando o movimento da caixa. Frente e ilhargas abauladas, com curva e contracurva. Gavetas lisas e com moldura periférica. Saiais frontal e laterais recortados “em chaveta”, simétricos. Pernas galbadas terminando em pés de garra e bola.

Puxadores e espelhos de fechaduras em metal recortado e vazado decorado com elaboradas composições rocaille.

“Paisagem com Fidalgo e Cão à Beira Rio”

Canudo de botica ou manga de farmácia, em faiança portuguesa de formato cilíndrico ligeiramente cintado, decorado com padrão de desenho miúdo, a azul-cobalto e vinoso de manganês, sobre esmalte branco. No bojo, cartela barroca larga oblíqua, com a inscrição na tarja MIRABELET, circundada por paisagem de rochedos e vegetação e um grande pássaro em pleno voo. O corpo está limitado por larga barra de gregas avivada por friso, que faz a transição para a base e para o bordo.

Páginas