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A343
Meia-cómoda D. José em pau-santo maciço, do séc. XVIII.Tampo recortado, acompanhando as linhas do corpo, decorado com rebaixo. Caixa ondulada e abaulada, na frente e nas ilhargas, com duas gavetas e um gavetão. Saial, da frente e das ilhargas, recortado eentalhado, decorado com conchas e volutas.
Pernas arqueadas e rematadas por um friso, terminando em pés de enrolamento.
Ferragens rocaille em bronze dourado.

Salva redonda de dezasseis gomos em prata portuguesa, séc. XVII / XVIII. Em prata martelada, tem o centro liso terminando em moldura alteada a partir da qual se desenvolvem os gomos côncavos.

Prata portuguesa. Corpo liso em forma de pêra alongada com acabamento brunido, assente sobre três pés de sapata. Bico em cabeça de cisne com caneluras assimétricas, decorado com vieira estilizada na ligação ao bojo.

Tampa em forma de cúpula, articulada por charneira, com pomo em forma de pinha.

Asa em madeira entalhada e decorada com volutas na ligação ao corpo. Este sóbrio exemplar vive sobretudo da forma e da beleza do metal praticamente despojado de decoração.

“O Jovem Poeta Fernando Pessoa e uma Janela - Espaço - Poético”

Munique 1984

Excepcional arcaz indo-português, executado pelos carpinteiros reinóis Diogo Moniz e Manuel Rodrigues (1620–1635), responsáveis pela marcenaria da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do Convento de Santo Agostinho, no Monte Santo, em Velha Goa, constituído por dois corpos em teca com molduras de ébano. Frente com duas portas laterais decoradas com “Águias Bicéfalas” – Insígnia da Ordem de Santo Agostinho, embutidas em ébano e com pregaria, ladeadas por quatro gavetões com molduras de ébano recortadas.

Excepcional cómoda tombeau em pau-santo maciço, do período de transição D. João V / D. José, de linhas onduladas, concavas e convexas, dita “torta e retorta”, com aplicações em bronze cinzelado. A frente é abaulada, constituída por três níveis de gavetas, separados por vistas de entre panos bem marcados: o superior com duas e os restantes em gavetão, simulando duas gavetas iguais, idênticas às de cima. As frentes destes compartimentos têm uma elegante almofada com dupla moldura periférica de cantos arredondados.

F866  Raro olifante, ronca ou trompa de caça em marfim esculpido, trabalho provavelmente da Serra Leoa, do séc. XVI. De grande sobriedade de decoração, a presa é lisa, com corpo facetado, de secção oitavada, terminando numa gola de marfim mais claro, aspectos responsáveis pela raridade da peça e lhe conferem uma grande elegância. Na pequena curvatura, argola entalhada para suspensão e, na grande, dois orifícios para sopro. Um triplo anel separa-o da zona da boca decorada com estrias em ziguezague.

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