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Cofre de formato rectangular, em trabalho de filigrana, do séc. XVII, obra dos Mestres do Ofício de Goa. Peça rara e invulgar, quer pelo formato trilobado do tampo, quer pela riquíssima ornamentação, onde se destaca uma exuberante flor de Lótus aberta no fecho.

Raro prato em faiança portuguesa do segundo quartel do século XVII, de covo acentuado, aba lisa e levantada, revestido de esmalte branco com decoração pintada a azul‑cobalto. O fundo é preenchido com figura de um imponente fidalgo português de gibão, roupeta presa com cinto fluído, calças e meias atadas por fita, chapéu de abas largas e plumas, com espingarda ao ombro e espadim à cintura, rodeado por paisagem exótica com varandim, e pequeno rochedo com pessegueiro florido entre outros elementos florais.

“Le Rève Argenté”

Paris 1967

Pente em marfim esculpido em baixo-relevo e cravejado de rubis em ambas as faces. Duas apsaras ou deusas celestiais, com elaborados penteados, arrecadas e colares ao pescoço, vestidas com plissados, dançam temas rituais em uníssono. 

Porcelana decorada a azul-cobalto. Grande pote bojudo com corpo de seis lóbulos, que se reflectem na base e no colo, imprimindo‑lhe uma configuração sextavada. De gargalo curto e direito, foi torneado numa porcelana branca, pesada e espessa e de vidrado brilhante, levemente azulado. A decoração, num azul‑cobalto profundo, distribui-se por cinco bandas horizontais de diferentes larguras, separadas por linhas brancas.

Importante bule Josefino “Bico de ave” em prata portuguesa, do período D. José e do mestre prateiro João Coelho Sampaio. Corpo liso em forma de pêra invertida, com decoração rocaille no bojo, gravada, repuxada e cinzelada em folhagens, flores – malmequeres e crisântemos - concheados, aletas e volutas, que se prolongam pela tampa.

Soberba caixa-escritório Cíngalo-Portuguesa de formato paralelepipédico em madeira exótica e marfim assentando sobre quatro pés finamente torneados no mesmo material. Os finos painéis de marfim que a revestem, delicadamente vazados e entalhados estão fixos à carcaça de madeira através de minúsculas cavilhas de marfim e emoldurados por bandas de marfim gravadas com enrolamentos característicos do repertório decorativo Cingalês.

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