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Faiança Portuguesa
Lisboa, 1620-1640
Alt.: 26,5 cm

Prov.:
Colecção M.P., Lisboa
Colecção Sangreman Proença, Évora

Cafeteira josefina de três pés, em prata portuguesa. Corpo piriforme alongado, decorado no bojo e junto à tampa, com elementos florais, vegetalistas e concheados, predominando aletas em “C”, finamente cinzelados e cartelas. O bico, em colo de cisne, envolve-se em caneluras, terminando em folha de acanto. Assenta sobre três pés em sapata, espalmados, que se unem ao corpo da peça por um concheado repuxado.

Pote em faiança portuguesa do séc. XVII, de forma ovóide com duas asas, decorado a azul cobalto e vinoso de manganês. No bojo destacam-se dois bustos femininos com toucados à moda da época, as "Bellas", influências da majólica italiana, separados por vegetação ao sabor da porcelana chinesa.

Importante caixa escritório indo-portuguesa,
entalhada em baixo-relevo com tampa de rebater e gavetão, lacada e negro e dourada. A tampa é articulada por gonzos em ferro, e ferrolho do mesmo metal com decoração incisa, fechando sobre espelho em forma de escudete liso com vestígios de ouro; cinco tachões radiados cobrem as pontas dos grampos, tanto do ferrolho como da dobradiça.

Excepcional prato em faiança portuguesa, com covo pouco acentuado e aba levantada, coberto com esmalte branco e pintado a azul e vinoso de manganês, num minucioso trabalho de composição designado de Desenho Miúdo. A decoração é tipicamente chinesa com o covo e a aba preenchidos por paisagem orientalizante. No centro surgem dois monges budistas sobre uma ponte à sombra de uma umbella inseridos numa profusa composição vegetalista.

Móvel portátil Indo-Português, de formato paralelepipédico, em teca com embutidos em ébano e marfim, produção de Goa de meados do século XVII.

F866  Raro olifante, ronca ou trompa de caça em marfim esculpido, trabalho provavelmente da Serra Leoa, do séc. XVI. De grande sobriedade de decoração, a presa é lisa, com corpo facetado, de secção oitavada, terminando numa gola de marfim mais claro, aspectos responsáveis pela raridade da peça e lhe conferem uma grande elegância. Na pequena curvatura, argola entalhada para suspensão e, na grande, dois orifícios para sopro. Um triplo anel separa-o da zona da boca decorada com estrias em ziguezague.

Belíssima adaga com punho em marfim de morsa com "cabochons" de rubis encastoados a ouro com técnica de "Kundan", desenhando um friso e uma flor de seis pétalas de cada face e, na extremidade, uma elipse com motivo geométrico. Lâmina recta e bastante robusta de um só gume, em aço damasquino e com dorso reforçado.
É bem visível nesta adaga a influência e características persas que pautaram muita da arte típica do Império Mogol. As suas origens remontam à Pérsia, com a qual mantiveram intensas relações diplomáticas e comerciais, privilegiando sempre a cultura e estética Safávida.

C427 Raríssima garrafa – aquamanil – em faiança portuguesa da primeira metade do séc.
XVII, coberta de esmalte branco e pintada a azul‑cobalto.
Peça, moldada e modelada, com cabeça de burro,corpo feminino e cauda de peixe. A parte
humana revela pescoço alto, ombros largos,tronco em barril e peitos fartos. Da base
emerge uma longa cauda enrolada que termina junto à cabeça, desenhando a pega.
Está profusamente decorada com elementos vegetalistas, enrolamentos, composição de flores e “rede”, simulando a vestimenta estilizada da figura.

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