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Raro pote rodado em faiança portuguesa do séc. XVII, de forma ovóide e bulbosa com duas asas e colo demarcado, pintado a azul-cobalto sobre esmalte estanífero. A decoração é densa e preenche integralmente toda a sua superfície, testemunhando o horror vacui, derivado de modelos islâmicos. Embora de nítida influência oriental a representação humana têm tipologia ocidental estando mas inserida numa paisagem orientalizante.

Contador Indo-Português de formato paralelepipédico, em teca, sissó e ébano, marchetado de marfim com decoração em mosaico sadeli. Frente com dez gavetas, simulando doze, todas iguais e em perfeita simetria na decoração. O exterior está decorado na reserva central por uma sequência de arcos contra-curvados de perfil islâmico.

Excepcional Menino Jesus Salvador do Mundo, cíngalo-português do séc. XVI, em marfim. Esta imagem de grandes dimensões, e com uma qualidade escultórica notável é, sem dúvida, uma obra-prima da imaginária cingalesa. O Menino está representado de vulto prefeito, com uma postura majestática, abençoando com a mão direita e segurando a vara com a esquerda. Tem o pé direito sobre o orbe terrestre e ergue-se sobre uma peanha, com o fuste representando querubim.

Pote em faiança portuguesa do séc. XVII, de forma ovóide e colo curto, decorado a azul‑cobalto e vinoso de manganês. O bojo é seccionado por duas reservas circulares decoradas com bustos femininos, com toucados à moda da época, as "Bellas" de influência na majólica italiana, e que alternam com losangos ornamentados por flores de corolas abertas. Junto ao bordo uma faixa de volutas brancas em fundo azul, e na base, entre duas faixas, uma cercadura de volutas muito ao gosto barroco, envolvidas por filetes a vinoso de manganês.

Soberba caixa-escritório Cíngalo-Portuguesa de formato paralelepipédico em madeira exótica e marfim assentando sobre quatro pés finamente torneados no mesmo material. Os finos painéis de marfim que a revestem, delicadamente vazados e entalhados estão fixos à carcaça de madeira através de minúsculas cavilhas de marfim e emoldurados por bandas de marfim gravadas com enrolamentos característicos do repertório decorativo Cingalês.

“Todos os que Caem – I”

2009

“…Onze Almas e Meia…”

1970

Par de potes com tampa, em forma de balaústre, com colo curto rematado por rebordo arredondado, em porcelana branca com decoração azul-cobalto e revestido de vidrado levemente azulado, do período Kangxi. O bojo ostenta, uma decoração com padrão cerrado de elementos vegetalistas e com grandes flores onde se destacam crisântemos e peónias – a rainha das flores, simbolizando a Primavera, associada à boa sorte e riqueza.

Raríssima peça de formato islâmico em faiança portuguesa, com decoração inspirada em peças idênticas em porcelana da China. A garrafa de bojo globoso, esferóide com pescoço alto e cilíndrico termina em bordo saliente. No corpo decoração com quatro cartelas decoradas alternadamente por grandes arranjos de flores, ramos de boninas e rolos de papel com motivo geométrico encadeado e laçadas. Separam estes medalhões rectângulos com “cordões duplos e losango”.

Tambuladeira barroca de grandes dimensões, em prata portuguesa com decoração gravada com escudo de armas europeu sobre um listel com o mote POST-MORTEM-VIRTUS-VIRESCIT, redecorada posteriormente.

Eugénio da Costa foi um prolífero prateiro especializado no repuxado de gomos, assinando algumas salvas de gomos e tambuladeiras. 

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