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Raro prato em faiança portuguesa, de covo acentuado e aba lisa, revestido por esmalte branco e decoração de Desenho Miúdo pintado a azul e vinoso de manganês. No fundo, como motivo central, um cupido numa paisagem exótica com casario oriental inscrita numa barra de contas limitada por dois frisos.

A aba apresenta uma composição de animais - gazelas e aves – numa paisagem com vegetação exótica e casario oriental. No tardoz, quatro ramos pintados a azul e vinoso e a marca de posse (?) VAS BOAL.

“Céfalo e Prócris”

"Cephalus and Procris"

Raro conjunto em nogueira americana maciça, entalhada e vazada, com marchetaria em madeira de buxo e espinheiro. Espaldar violoné com tabela de influência Chippendale, decorado com entalhes desenhando flores, cravos e crisântemos, unidos por filetes. Braços abertos, com movimento e entalhamento delineando volutas alongadas e estilizadas. Assento com coxim amovível que repousa num aro em arco de círculo, decorado com motivos vegetalistas repetindo o padrão do espaldar. Pernas curvas terminando em pés de “cachimbo” ornamentados com folhas estilizadas.

Porcelana chinesa de exportação "Companhia das Índias" decorado com ricos esmaltes “Família Rosa” sobre o vidrado. O fundo apresenta uma composição de três grandes peónias e um majestoso galo dourado num jardim; é delimitado por uma faixa rosa com quatro reservas brancas decoradas com flores. A aba é preenchida com motivos repetitivos de vários elementos florais e frutos.

Pente em marfim esculpido em baixo-relevo e cravejado de rubis em ambas as faces. Duas apsaras ou deusas celestiais, com elaborados penteados, arrecadas e colares ao pescoço, vestidas com plissados, dançam temas rituais em uníssono. 

Menino Jesus Salvador do Mundo em marfim. O rosto expressivo com cabelo formado por ondas de finos sulcos, nariz aquilino e boca em bico, traduz uma expressão recolhida e sonhadora, muito típica dos trabalhos efetuados na ilha de Ceilão. O corpo encontra-se coberto por túnica com pregas verticais e insígnias finamente relevadas. Localizadas numa tira frontal, remetem para a antevisão que o Menino teria tido da sua paixão. Destas destaca-se a excepcional Verónica com a cabeça de Cristo crucificado.

Raro prato em faiança portuguesa do segundo quartel do século XVII, de covo acentuado, aba lisa e levantada, revestido de esmalte branco com decoração pintada a azul‑cobalto. O fundo é preenchido com figura de um imponente fidalgo português de gibão, roupeta presa com cinto fluído, calças e meias atadas por fita, chapéu de abas largas e plumas, com espingarda ao ombro e espadim à cintura, rodeado por paisagem exótica com varandim, e pequeno rochedo com pessegueiro florido entre outros elementos florais.

Adaga com lâmina em aço, de formato recto e com um só gume. O punho em jade apresenta um motivo zoomórfico - Cabeça de Tigre, com pequenos olhos de rubis que lhe conferem maior realismo.
Este tipo de adaga era tradicionalmente utilizado no lado esquerdo do cinto no traje mogol típico da época.
O facto de o cabo apresentar uma cabeça de tigre - um símbolo imperial- e de ser executado em jade, confere destaque e relevo a este exemplar, seguramente destinado a um importante membro da corte próximo do Imperador.

Aço, Jade e Rubis
Índia, séc. XVII
Dim.: 24,5 cm

Tecido em damasco de fio de seda e aplicação de lantejoulas prateadas. Bordado direto com pontos de ouro em fio de papel laminado prateado, com alma em seda e cordão do mesmo fio.

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