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Raro prato em faiança portuguesa do segundo quartel do século XVII, de covo acentuado, aba lisa e levantada, revestido de esmalte branco com decoração pintada a azul‑cobalto. O fundo é preenchido com figura de um imponente fidalgo português de gibão, roupeta presa com cinto fluído, calças e meias atadas por fita, chapéu de abas largas e plumas, com espingarda ao ombro e espadim à cintura, rodeado por paisagem exótica com varandim, e pequeno rochedo com pessegueiro florido entre outros elementos florais.

Soberba caixa-escritório Cíngalo-Portuguesa de formato paralelepipédico em madeira exótica e marfim assentando sobre quatro pés finamente torneados no mesmo material. Os finos painéis de marfim que a revestem, delicadamente vazados e entalhados estão fixos à carcaça de madeira através de minúsculas cavilhas de marfim e emoldurados por bandas de marfim gravadas com enrolamentos característicos do repertório decorativo Cingalês.

Par de Leões de Fô em porcelana vidrada sobre biscuit decorados com esmaltes da “Família Verde”, numa grande exuberância cromática. De grandes olhos, mostrando um olhar feroz e com grandes orelhas, ambas amovíveis, boca vazada com língua exposta, traduzindo uma expressão impiedosa.

Raríssima escultura em fina chapa de prata repuxada e cinzelada, obra-prima de uma destacada oficina de ourives de Goa, datável dos inícios de Seiscentos, ou um pouco anterior.

Raro grupo em marfim policromado de fabrico Goês do séc. XVII, representando o arcanjo São Miguel Matando o Dragão, iconografia rara no panorama de figuras devocionais Indo-Portuguesas.
Certamente produzido para um oratório privado o Arcanjo, ao qual se perderam as características asas, é representado de pé sobre o abdómen do dragão, segurando na mão direita uma lança que trespassa a garganta do monstro, e na esquerda uma vara com terminando em flor-de-lis.

Faiança Portuguesa "Decoração Geométrica"
Lisboa, 1600-1620
Diâm.: 29,0 cm

Prov.: Colecção particular Inglesa

Plate
Portuguese faience "Geometric Pattern"
Lisbon, 1600-1620
Diam.: 29,0 cm

Prov.: English private collection

Objecto de prata de âmbito civil, usado para lavar as mãos no ritual que antecedia as refeições da aristocracia portuguesa, este extraordinário aquamanil, de grandes dimensões e peso, pertence a um grupo de cerca de oito peças dispersas pelo globo.

Belíssima adaga com punho em marfim de morsa com "cabochons" de rubis encastoados a ouro com técnica de "Kundan", desenhando um friso e uma flor de seis pétalas de cada face e, na extremidade, uma elipse com motivo geométrico. Lâmina recta e bastante robusta de um só gume, em aço damasquino e com dorso reforçado.
É bem visível nesta adaga a influência e características persas que pautaram muita da arte típica do Império Mogol. As suas origens remontam à Pérsia, com a qual mantiveram intensas relações diplomáticas e comerciais, privilegiando sempre a cultura e estética Safávida.

Adaga do tipo "Pesh-Kabs" com lâmina em aço damasquino, de gume simples. O punho não apresenta guardas e é totalmente revestido por finas placas de madrepérola fixas por pequenos pinos.
O formato da lâmina, em "T", é a principal característica desta tipologia. Larga junto à base do punho, adelgaça e termina em fina ponta. Este curioso formato foi concebido essencialmente para perfurar cotas de malha.
A "Pesh-Kabs" é um tipo de adaga originária da Pérsia, actual Irão, onde é denominada por "Karud", e muito apreciada no seio da corte Mogol.

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