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Raro e original recipiente em prata portuguesa do século XVII, concebido como uma escultura de cariz naturalista representando um mocho, peça de que se conhecem muito poucos exemplares e que teria sido utilizada durante o culto religioso. É constituído por duas partes: a tampa, em forma da cabeça da ave e o receptáculo, com a fisionomia do corpo do pássaro de pé sobre as patas e com as asas sobrepostas sobre a cauda. O bico é adunco e os olhos têm material vítreo branco e preto incrustado.

“Uma Aventura Legendária”

1964

Baixo-relevo indo-português em marfim com Nossa Senhora e O Menino, planando no espaço celestial em plena glória, tendo aos seus pés a meia-lua e rodeados pelas contas do rosário.

Está encimado pelo Padre Eterno que segura o globo do mundo (símbolo de autoridade) e rodeada por quatro anjos, dois anjos arautos e dois a ladearem o rosário.

“…Onze Almas e Meia…”

1970

Salva de pé alto/salva bilheteira joanina, em prata portuguesa relevada, cinzelada, gravada e armoriada. Ao centro, sobre um fundo liso, brasão de armas decorado com folhas de trevo, encimado por elmo e pavão e suportado por dois leões. O bordo desenvolve-se em quatro registos que acompanham o movimento da orla, recortada por friso liso em chaveta.

Raro conjunto em nogueira americana maciça, entalhada e vazada, com marchetaria em madeira de buxo e espinheiro. Espaldar violoné com tabela de influência Chippendale, decorado com entalhes desenhando flores, cravos e crisântemos, unidos por filetes. Braços abertos, com movimento e entalhamento delineando volutas alongadas e estilizadas. Assento com coxim amovível que repousa num aro em arco de círculo, decorado com motivos vegetalistas repetindo o padrão do espaldar. Pernas curvas terminando em pés de “cachimbo” ornamentados com folhas estilizadas.

Excepcional placa de marfim, esculpida em baixo relevo, retratando o tema Bíblico da “Fuga para o Egipto”, com moldura em ébano com embutidos em marfim.

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