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“A Menina Gaivota em Dias de Nevoeiro”

2005

 

Porcelana decorada a azul-cobalto. Grande pote bojudo com corpo de seis lóbulos, que se reflectem na base e no colo, imprimindo‑lhe uma configuração sextavada. De gargalo curto e direito, foi torneado numa porcelana branca, pesada e espessa e de vidrado brilhante, levemente azulado. A decoração, num azul‑cobalto profundo, distribui-se por cinco bandas horizontais de diferentes larguras, separadas por linhas brancas.

Perfumador em prata portuguesa, levantada. Corpo bojudo decorado com gravado de “Flores” intercaladas por friso ondulante de folhagens, assente sobre base redonda. Tampa vazada com decorações geométricas e fitomórficas, encimada por pomo em forma de “urna”. Pega em pau-santo torneado. Alma em cobre.

Importante cafeteira neoclássica em prata portuguesa de António Firmo da Costa, com corpo em forma de balaústre, elevado por pé circular. Corpo liso com canelados côncavos e cintura com cercadura requintadamente gravada de motivos florais e com duas reservas lisas, junto ao bojo, limitada por faixas estriadas, e que se prolonga por um colo longo liso.

Baixo-relevo indo-português em marfim com Nossa Senhora e O Menino, planando no espaço celestial em plena glória, tendo aos seus pés a meia-lua e rodeados pelas contas do rosário.

Está encimado pelo Padre Eterno que segura o globo do mundo (símbolo de autoridade) e rodeada por quatro anjos, dois anjos arautos e dois a ladearem o rosário.

Requintada adaga em ouro, diamantes, esmeraldas e rubis, de um só gume com lâmina em aço damasquino. O punho apresenta um extraordinário trabalho de incrustação de gemas, com 222 rubis, 36 esmeraldas e 22 diamantes em ouro de 24k, formando na zona central uma flor de sete pétalas. As zonas laterais do encaixe exibem delicados frisos a ouro cinzelado com requintados motivos vegetalistas – flores e folhas.

Invulgar peça em faiança portuguesa do século XVII, representando baú de caracter artesanal, apoiado sobre patim incorporado, com cabeça de animal fantástico, com decoração a azul-cobalto sobre esmalte branco. A tampa e a frente do cofre estão delimitadas por friso a azul e preenchidas por cartela com enrolamentos simétricos de folhas de acanto, desenvolvidas ao modo barroco, através de pincelada gestual e espontânea, ponteadas por ramos de aranhões, vulgarmente inspirados nas folhas de artemisa da porcelana chinesa do período Ming.

Salva de pé alto/salva bilheteira joanina, em prata portuguesa relevada, cinzelada, gravada e armoriada. Ao centro, sobre um fundo liso, brasão de armas decorado com folhas de trevo, encimado por elmo e pavão e suportado por dois leões. O bordo desenvolve-se em quatro registos que acompanham o movimento da orla, recortada por friso liso em chaveta.

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