Coleções

Perfumador em prata portuguesa, levantada. Corpo bojudo decorado com gravado de “Flores” intercaladas por friso ondulante de folhagens, assente sobre base redonda. Tampa vazada com decorações geométricas e fitomórficas, encimada por pomo em forma de “urna”. Pega em pau-santo torneado. Alma em cobre.

Gomil em forma de elmo invertido, onde proliferam elementos do barroco, particularmente bem cinzelados e repuxados. Apresenta boca larga e está assente em pé circular.

No bojo, a parte inferior é envolvida em ondas rocaille, que partem de uma concha de estrutura helicoidal, perfeitamente desenhada e marcada por linhas sinuosas, assente numa corola de pétalas abertas e moldurada por dois frisos paralelos de ponteados. A parte superior é lisa decorada com uma concha estilizada.

Baixo-relevo indo-português em marfim com Nossa Senhora e O Menino, planando no espaço celestial em plena glória, tendo aos seus pés a meia-lua e rodeados pelas contas do rosário.

Está encimado pelo Padre Eterno que segura o globo do mundo (símbolo de autoridade) e rodeada por quatro anjos, dois anjos arautos e dois a ladearem o rosário.

Menino Jesus Salvador do Mundo em marfim. O rosto expressivo com cabelo formado por ondas de finos sulcos, nariz aquilino e boca em bico, traduz uma expressão recolhida e sonhadora, muito típica dos trabalhos efetuados na ilha de Ceilão. O corpo encontra-se coberto por túnica com pregas verticais e insígnias finamente relevadas. Localizadas numa tira frontal, remetem para a antevisão que o Menino teria tido da sua paixão. Destas destaca-se a excepcional Verónica com a cabeça de Cristo crucificado.

Rara escultura em marfim sino-portuguesa, representando Nossa Senhora, que adapta, quer o entalhe da imagem à própria curvatura da presa, quer a iconografia europeia da Virgem Maria à deusa chinesa Kuan-Yin. Trabalho de grande beleza escultórica, de uma verticalidade elegante, representação característica de sua condição divina e expressão de espiritualidade e misticismo, próprias da arte cristã sino-portuguesa.

"Sem título", 2015
Grés negro
Alt.: 53,0 cm

"Untitled", 2015
Stoneware
Height: 53,0 cm

Raro tampo de mesa de engonços ou de encartar em madeira exótica, revestida a laca do Sudeste Asiático, ou "thitsi", a negro, que seria originalmente montado em cavaletes que não subsistem. A sua superfície em relevo terá sido decorada a folha de ouro segundo a técnica "tiejinqi" ou "jinqi", chamada "haku-e" em japonês, típica das lacas birmanesas conhecida por "shweizawa".

Importante cafeteira neoclássica em prata portuguesa de António Firmo da Costa, com corpo em forma de balaústre, elevado por pé circular. Corpo liso com canelados côncavos e cintura com cercadura requintadamente gravada de motivos florais e com duas reservas lisas, junto ao bojo, limitada por faixas estriadas, e que se prolonga por um colo longo liso.

Adaga do tipo "Pesh-Kabs" com lâmina em aço damasquino, de gume simples. O punho não apresenta guardas e é totalmente revestido por finas placas de madrepérola fixas por pequenos pinos.
O formato da lâmina, em "T", é a principal característica desta tipologia. Larga junto à base do punho, adelgaça e termina em fina ponta. Este curioso formato foi concebido essencialmente para perfurar cotas de malha.
A "Pesh-Kabs" é um tipo de adaga originária da Pérsia, actual Irão, onde é denominada por "Karud", e muito apreciada no seio da corte Mogol.

"Le Choux Rouge Sur la Ville"

 1967

Páginas