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Belo prato de grandes dimensões, com covo pouco acentuado e de aba levantada, esmaltado a branco e decorado a azul-cobalto, em faiança portuguesa da primeira metade do século XVII, inspirada na porcelana chinesa Kraak do período Wanli, dinastia Ming.

Fundo com decoração muito preenchida onde sobressai, numa exuberante paisagem exótica,um javali junto a um varandim, uma roda budista e, ao fundo, casario com igreja.

A sua forma particular identifica-se com os kagamibuta, literalmente "tampa em espelho", fazendo lembrar um manju ou doce tradicional de forma redonda, dado que a parte superior, normalmente em metal, faz lembrar um espelho.

Garrafa em porcelana de bojo piriforme, gargalo alto e estreito com anel saliente, com decoração a azul-cobalto sob vidrado brilhante. Na base bojuda destaca-se uma delicada paisagem chinesa, com montanhas, casario, vários tipos de árvores e  elementos vegetalistas, limitada em simetria por várias cercaduras, constituídas por elementos florais e finos enrolamentos de caules que circundam margaridas desabrochadas e pequenas folhas que criam padrão ritmado entre outros.

Canudo de botica em faiança portuguesa, de forma cilíndrica com ligeiro estrangulamento no centro, boca alteada e revirada, decorado a azul de contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo com cartela oval e oblíqua, com a inscrição VNG. TO PALIDVM, ladeado por alguns elementos florais de influência chinesa e um imponente busto feminino com toucado à moda da época, conhecido por Bella, influência da majólica italiana. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

“Cena do Quotidiano”

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