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Requintada adaga em ouro, diamantes, esmeraldas e rubis, de um só gume com lâmina em aço damasquino. O punho apresenta um extraordinário trabalho de incrustação de gemas, com 222 rubis, 36 esmeraldas e 22 diamantes em ouro de 24k, formando na zona central uma flor de sete pétalas. As zonas laterais do encaixe exibem delicados frisos a ouro cinzelado com requintados motivos vegetalistas – flores e folhas.

“Oh Maman, Quelle Bonne Surprise!”

Paris 1971

Cafeteira de três pés D. José em prata portuguesa. Corpo modelado num formato piriforme, característico do período rocaille. No bojo, decoração rocaille cinzelada, usando motivos fitomórficos, rosas, concheados e volutas plenas de movimento, destacando-se um medalhão central emoldurado por duas longas aletas.

Gomil em forma de elmo invertido, onde proliferam elementos do barroco, particularmente bem cinzelados e repuxados. Apresenta boca larga e está assente em pé circular.

No bojo, a parte inferior é envolvida em ondas rocaille, que partem de uma concha de estrutura helicoidal, perfeitamente desenhada e marcada por linhas sinuosas, assente numa corola de pétalas abertas e moldurada por dois frisos paralelos de ponteados. A parte superior é lisa decorada com uma concha estilizada.

Invulgar cofre em formato de baú, em filigrana de prata rendilhada e vazada, atribuível a mestres goeses do século XVII. Corpo de forma paralelepipédica com pegas laterais, que assenta sobre quatro pé esféricos, sendo a tampa de secção arredondada em volta perfeita, encerrando com uma exuberante flor-de-lótus desabrochada.

Cafeteira em prata portuguesa de invulgar dimensão, com corpo em forma de balaústre, avivado por frisos perlados que contornam as linhas essenciais. O bojo revelando uma sinuosidade elegante, é ornamentado na base por canelados côncavos e na parte superior por molduras ovais centrais, com fitas enlaçadas no topo, unidas por grinaldas de folhas e flores, numa gravação muito suave.

Contador Indo-Português de formato paralelepipédico, em teca, sissó e ébano, marchetado de marfim com decoração em mosaico sadeli. Frente com dez gavetas, simulando doze, todas iguais e em perfeita simetria na decoração. O exterior está decorado na reserva central por uma sequência de arcos contra-curvados de perfil islâmico.

C427 Raríssima garrafa – aquamanil – em faiança portuguesa da primeira metade do séc.
XVII, coberta de esmalte branco e pintada a azul‑cobalto.
Peça, moldada e modelada, com cabeça de burro,corpo feminino e cauda de peixe. A parte
humana revela pescoço alto, ombros largos,tronco em barril e peitos fartos. Da base
emerge uma longa cauda enrolada que termina junto à cabeça, desenhando a pega.
Está profusamente decorada com elementos vegetalistas, enrolamentos, composição de flores e “rede”, simulando a vestimenta estilizada da figura.

Cristo nipo-português em marfim, da transição do século XVI/XVII, crucificado numa cruz de madeira decorada com os símbolos da paixão. A figura está adormecida, com o facies de expressão mística bem marcada e uma certa intensidade emocional. Apresenta grande detalhe anatómico, com veias e musculatura de forma convincente e características especificas reveladoras de modelo nipo-português.

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