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Canudo de botica em faiança portuguesa, de forma cilíndrica com ligeiro estrangulamento no centro, boca alteada e revirada, decorado a azul de contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo com cartela oval e oblíqua, com a inscrição VNG. TO PALIDVM, ladeado por alguns elementos florais de influência chinesa e um imponente busto feminino com toucado à moda da época, conhecido por Bella, influência da majólica italiana. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

Importante cafeteira neoclássica em prata portuguesa de António Firmo da Costa, com corpo em forma de balaústre, elevado por pé circular. Corpo liso com canelados côncavos e cintura com cercadura requintadamente gravada de motivos florais e com duas reservas lisas, junto ao bojo, limitada por faixas estriadas, e que se prolonga por um colo longo liso.

Par de taças globosas em forma de barca, constituídas por duas calotes ovóides de madrepérola de Turbo marmuratus, unidas por placas rectangulares. Bordo com fino perlado terminando em cabeças de makara. Assentam sobre bases ovaladas.

Raro prato em faiança portuguesa, de covo acentuado e aba lisa, revestido por esmalte branco e decoração de Desenho Miúdo pintado a azul e vinoso de manganês. No fundo, como motivo central, um cupido numa paisagem exótica com casario oriental inscrita numa barra de contas limitada por dois frisos.

A aba apresenta uma composição de animais - gazelas e aves – numa paisagem com vegetação exótica e casario oriental. No tardoz, quatro ramos pintados a azul e vinoso e a marca de posse (?) VAS BOAL.

Belíssimas cadeiras D. José em pau-santo, com espaldares do tipo violoné, moldurados, de lados reentrantes, cantos arredondados e cachaço entalhado. Tabela central recortada e vazada com estofo móvel. Assento trapezoidal, com frente e ilhargas onduladas e recortadas; pernas dianteiras curvas, terminando em pés de enrolamento e traseiras recuadas.

Pequeno contador de mesa com duas portas, em madeira leve. Caixa e portas cobertas com placas translúcidas de tartaruga, sob as quais é possível ver finas folhas de ouro, com o intuito de obter maior luminosidade e contraste. Interior com quatro gavetas em laca negra com decoração vegetalista a ouro. Como habitual neste tipo de objectos, a pintura e materiais mais sensíveis ficavam no interior para uma melhor proteção e conservação.

Raro e importante lampadário Josefino em prata. Corpo constituído por três elementos profusamente decorados com elementos arquitectónicos, cartelas, enrolamentos, elementos vegetalistas e fitas, repuxados e cinzelados, terminando com pendente em forma de sino.

Suspenso por três réguas de ligação, decoradas com enrolamentos e flores que terminam, em ambos os topos, em cabeça de anjo. Todas as peças estão puncionadas.

Cofre de secção octogonal, em filigrana de prata, trabalho goês do séc. XVII, totalmente decorado com elementos que se enrolam e se cruzam ao gosto oriental. Na tampa, monograma coroado ao centro, inserido numa orla redonda, ladeado por “CC” e “SS” encostados e volutas, de onde partem enrolamentos fitomórficos.

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