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Excepcional prato em faiança portuguesa, com covo pouco acentuado e aba levantada, coberto com esmalte branco e pintado a azul e vinoso de manganês, num minucioso trabalho de composição designado de Desenho Miúdo. A decoração é tipicamente chinesa com o covo e a aba preenchidos por paisagem orientalizante. No centro surgem dois monges budistas sobre uma ponte à sombra de uma umbella inseridos numa profusa composição vegetalista.

“A Menina Gaivota em Dias de Nevoeiro”

2005

 

Pote em faiança portuguesa do séc. XVII, de forma ovóide e colo curto, decorado a azul‑cobalto e vinoso de manganês. O bojo é seccionado por duas reservas circulares decoradas com bustos femininos, com toucados à moda da época, as "Bellas" de influência na majólica italiana, e que alternam com losangos ornamentados por flores de corolas abertas. Junto ao bordo uma faixa de volutas brancas em fundo azul, e na base, entre duas faixas, uma cercadura de volutas muito ao gosto barroco, envolvidas por filetes a vinoso de manganês.

Gomil em forma de elmo invertido, onde proliferam elementos do barroco, particularmente bem cinzelados e repuxados. Apresenta boca larga e está assente em pé circular.

No bojo, a parte inferior é envolvida em ondas rocaille, que partem de uma concha de estrutura helicoidal, perfeitamente desenhada e marcada por linhas sinuosas, assente numa corola de pétalas abertas e moldurada por dois frisos paralelos de ponteados. A parte superior é lisa decorada com uma concha estilizada.

“Pouvoir du Visiteur sur la Spirale”

1977 

Porcelana chinesa de exportação "Companhia das Índias" decorada com belos esmaltes “Família Rosa” sobre o vidrado. No fundo, delimitado por um círculo, dois rochedos com composição vegetalista onde sobressaem três grandes peónias e dois galos simulando uma luta. Na aba moldura rosa recortada e preenchida com motivos florais repetitivos, alternando com reservas de fundo azul com nuvens brancas.

Invulgar peça em faiança portuguesa do século XVII, representando baú de caracter artesanal, apoiado sobre patim incorporado, com cabeça de animal fantástico, com decoração a azul-cobalto sobre esmalte branco. A tampa e a frente do cofre estão delimitadas por friso a azul e preenchidas por cartela com enrolamentos simétricos de folhas de acanto, desenvolvidas ao modo barroco, através de pincelada gestual e espontânea, ponteadas por ramos de aranhões, vulgarmente inspirados nas folhas de artemisa da porcelana chinesa do período Ming.

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