Coleções

Raras arquinhas açoreanas de tampo liso. Corpo decorado em círculos secantes moldurados com tremidos e duas gavetas almofadadas com decoração de tremidos. Pés de bolacha finamente torneados. Interiores em pau‑santo; fundos do interior das arcas com respiradouros em forma de flor entalhada e vazada. Ferragens em latão recortado.

Cómoda D. João V, de três gavetões em pau-santo maciço, com frente e ilhargas onduladas e decorada com motivos entalhados. Tampo rectangular, liso e recortado, levemente moldurado, acompanhando o movimento da frente e das ilhargas com cantos dianteiros arredondados. Gavetas com frentes lisas e com embutido desenhando moldura periférica de filete, com motivo floral nos cantos. Saiais recortados e muito desenvolvidos, decorados com elementos rocaille de disposição simétrica, volutas e enrolamentos vegetalistas.

Raro pote Ming, com tampa, de corpo sextavado de seis lóbulos e gargalo curto e direito, em porcelana branca e vidrado levemente azulado. O bojo apresenta quatro reservas com paisagem à beira da água, com ganso rodeado por flores de lótus e outras plantas aquáticas,sobrevoada por ave em voo picado.

Menino Jesus de grandes dimensões em marfim, trabalho proveniente das oficinas luso‑tailandesas, do século XVII.

Encontra-se “reclinado” na consagrada posição em que Buda morreu, sendo esta representação unicamente utilizada no budismo da Tailândia (antigo Sião); traduz a passagem de Buda para o nirvana, estado onde se alcança a profunda paz de espírito, pela pureza dos pensamentos.

Harmoniosa banca ou mesa indo-portuguesa do séc. XVII, de duas gavetas e travejamento duplo, em teca com embutidos em ébano. Tampo rectangular saliente, uma característica comum neste género de mobiliário, com elegante decoração, dada pela simplicidade dos embutidos. Ao centro formas geométricas e vegetalistas, parecendo delinear uma roseta e caules com folhas estilizadas, motivo este que se repete nos cantos garantindo a continuidade com o padrão vegetalista do centro.

Raro e original recipiente em prata portuguesa do século XVII, concebido como uma escultura de cariz naturalista representando um mocho, peça de que se conhecem muito poucos exemplares e que teria sido utilizada durante o culto religioso. É constituído por duas partes: a tampa, em forma da cabeça da ave e o receptáculo, com a fisionomia do corpo do pássaro de pé sobre as patas e com as asas sobrepostas sobre a cauda. O bico é adunco e os olhos têm material vítreo branco e preto incrustado.

Excepcionais bases de tocheiros indo-portugueses, em teca entalhada e policromada. Pernas em forma de anjo, assente sobre voluta e terminando em pé de garra; as cabeças dos anjos sustentam tampo triangular. Painéis decorados com elementos vegetalistas e volutas, com reservas centrais representando Querubins e IHS – Insígnias da Companhia de Jesus.

Páginas