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Par de taças globosas em forma de barca, constituídas por duas calotes ovóides de madrepérola de Turbo marmuratus, unidas por placas rectangulares. Bordo com fino perlado terminando em cabeças de makara. Assentam sobre bases ovaladas.

Cofre de secção octogonal, em filigrana de prata, trabalho goês do séc. XVII, totalmente decorado com elementos que se enrolam e se cruzam ao gosto oriental. Na tampa, monograma coroado ao centro, inserido numa orla redonda, ladeado por “CC” e “SS” encostados e volutas, de onde partem enrolamentos fitomórficos.

Gomil em forma de elmo invertido, onde proliferam elementos do barroco, particularmente bem cinzelados e repuxados. Apresenta boca larga e está assente em pé circular.

No bojo, a parte inferior é envolvida em ondas rocaille, que partem de uma concha de estrutura helicoidal, perfeitamente desenhada e marcada por linhas sinuosas, assente numa corola de pétalas abertas e moldurada por dois frisos paralelos de ponteados. A parte superior é lisa decorada com uma concha estilizada.

Menino Jesus sino-português do séc. XVII, em marfim. De grande qualidade escultórica, o menino encontra-se sentado em atitude de profunda meditação. A face é serena com traços orientais, tem cabelos bem desenhados com singelos caracóis periféricos, esboçando um leve sorriso.

Veste túnica simples, desprovida de qualquer adorno. Está sentado, com as pernas cruzadas à maneira oriental. Segura na mão esquerda o orbe terrestre, tem o cotovelo direito apoiado no joelho e os dedos na face

Rara escultura em marfim sino-portuguesa, representando Nossa Senhora, que adapta, quer o entalhe da imagem à própria curvatura da presa, quer a iconografia europeia da Virgem Maria à deusa chinesa Kuan-Yin. Trabalho de grande beleza escultórica, de uma verticalidade elegante, representação característica de sua condição divina e expressão de espiritualidade e misticismo, próprias da arte cristã sino-portuguesa.

Prato em faiança portuguesa da primeira metade do séc. XVII, com covo pouco acentuado e aba levantada, esmaltado a branco de estanho e decorado a azul-cobalto e vinoso de manganês, inspirada na porcelana chinesa Kraak do reinado Wanli, dinastia Ming.

Rara caixa de escrita em marfim, de formato paralelepipédico e tampa troncocónica, com decoração rebaixada e policromada, enriquecida com aplicações em prata, produzida no Decão, no centro da Índia e datável do século XVII.

Canudo de farmácia em faiança portuguesa, rodado, ligeiramente estrangulado ao centro, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul com contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo decorado por paisagem do tipo oriental, de rochedos e vegetação com grandes flores, onde sobressaem um lebrão e uma garça. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

"Sem Título" - À Porta do Casal da Lagartixa

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