Cofre Indo-português com as Insígnias da Ordem de Santo Agostinho / An Indo-Portuguese Casket with Saint Agustine Insignia, India, Goa ou Filipinas , séc. XVII. / Goa or The Philipines 17th. c.
filigrana de prata / silver filigree
7 x 16,5 x 14 cm
B235
17th century, probably Goan, silver filigree octagonal casket decorated in a dense scrollwork pattern of unmistakable Eastern taste. The lid is centred by a crowned monogram within a circular cartouche surrounded by phytomorphic elements and surmounted by a robust C shaped handle of zigzag design decorated with three interspersed filigree corollae. The casket’s eight side panels are ornamented with crowned double-headed eagles within zigzag patterned framing strips, suggesting a royal or princely European commission. The crowned monogram and double-headed eagle badge referring possibly to the Austro-Hungarian, Russian or Spanish Empires. A similar piece can be seen a casket with the arms of William of Orange, dated 1672, in Silver Wonders from the East . However, Hugo Crespo thinks that ihe piece is most probably made in Philipinas by a Chinese craftman ordered by an St Augustin Monastery.
Cofre de secção octogonal, em filigrana de prata, trabalho goês do séc. XVII. Vestígio de marcas.
Totalmente decorado com elementos que se enrolam e se cruzam ao gosto oriental, todas as faces são ornamentadas com paineis quadrangulares justapostos, preenchidos com animais fantásticos, águias bicéfalas coroadas, separados por tarjas de “88” deitados, delineados por tiras lisas.
Na tampa “Monograma coroado” ao centro, inserido numa orla redonda, ladeado por “CC” e “SS” encostados, e volutas de onde partem enrolamentos fitomórficos.
Pega em prata lisa formando “ziguezague” decorada com duas corolas encurvadas nas extremidades e ao centro.
Toda a decoração do cofre é baseada no preenchimento, por pequenos elementos enrolados em voluta, básicos na arte da filigrana.
Certificado de Autenticidade / Certificate of Authenticity
Sofia Ruival e Henrique Braga
Bibliografia:
A representação do elemento decorativo” águia bicéfala”, pode ser atribuída à permanência do Estado Português na Índia, podendo ser observadas num lampadário processional em bronze dourado, da segunda metade do séc. XVII, existente na paróquia de santa Cruz, Vernã em Goa, representado em “A Ourivesaria entre Portugal e a Índia do séc. XVI ao séc. XVIII”, Nuno Vassalo e Silva, Santader Totta, 2008, p.67; e num contador Indo-Português representado num artigo da revista L+ Artes da autoria de Anísio franco – “Excepcional arcaz de sacristia indo-português – Igreja do Convento de Santo Agostinho de Velha Goa”, Artes & Leilões, 2009, nº 42, pp.42 e 43.
Este tipo de decoração pode ainda ser encontrado no catálogo da exposição “A Herança de Rauluchantim: Ourivesaria e Objectos Preciosos da Índia para Portugal nos Séculos XVI-XVIII”.
Cofre de secção octogonal, em filigrana de prata, trabalho goês do séc. XVII. Vestígio de marcas.
Totalmente decorado com elementos que se enrolam e se cruzam ao gosto oriental, todas as faces são ornamentadas com paineis quadrangulares justapostos, preenchidos com animais fantásticos, águias bicéfalas coroadas, separados por tarjas de “88” deitados, delineados por tiras lisas.
Na tampa “Monograma coroado” ao centro, inserido numa orla redonda, ladeado por “CC” e “SS” encostados, e volutas de onde partem enrolamentos fitomórficos.
Pega em prata lisa formando “ziguezague” decorada com duas corolas encurvadas nas extremidades e ao centro.
Toda a decoração do cofre é baseada no preenchimento, por pequenos elementos enrolados em voluta, básicos na arte da filigrana.
Certificado de Autenticidade / Certificate of Authenticity
Sofia Ruival e Henrique Braga
Bibliografia:
A representação do elemento decorativo” águia bicéfala”, pode ser atribuída à permanência do Estado Português na Índia, podendo ser observadas num lampadário processional em bronze dourado, da segunda metade do séc. XVII, existente na paróquia de santa Cruz, Vernã em Goa, representado em “A Ourivesaria entre Portugal e a Índia do séc. XVI ao séc. XVIII”, Nuno Vassalo e Silva, Santader Totta, 2008, p.67; e num contador Indo-Português representado num artigo da revista L+ Artes da autoria de Anísio franco – “Excepcional arcaz de sacristia indo-português – Igreja do Convento de Santo Agostinho de Velha Goa”, Artes & Leilões, 2009, nº 42, pp.42 e 43.
Este tipo de decoração pode ainda ser encontrado no catálogo da exposição “A Herança de Rauluchantim: Ourivesaria e Objectos Preciosos da Índia para Portugal nos Séculos XVI-XVIII”.