Par de Castiçais, Europa Central / Pair of Candlesticks, séc. XVI/XVII
Prata dourada
22,5 cm
B139
801 g. No marks. Certificate of Authenticity from Sofia Ruival and Henrique Braga. / 801 g. Sem marcas. Certificado de Autenticidade de Sofia Ruival e Henrique Braga.
Nuremberg. The collection of Nuremberg silver is represented by the works of the second half of the 16th – first three decades of the 17th century. Stylistically they are Renaissance and Baroque monuments . In Nuremberg it was the time of jewelry art flowering, the time of mass production of precious articles and their wide-spread occurrence in Germany and far outside the country. Of all kinds of objects the collection presents goblets - the most characteristic works of the Nuremberg silversmiths. Since the late 16th century, a silver gilded goblet, of German work as a rule, was the most significant and valuable present for representatives of higher society in Russia. The Museum collection includes goblets made by Nicolaus Schmidt, Caspar and Hans Beutmuller.Аugsburg. Augsburg is another center of German silver work. It is represented by a more diverse group of the 16th – early 18th century articles. Augsburg was formed as a major center of silverwork in the Renaissance epoch in the second half of the 16th century. The Augsburg Renaissance artists created whole albums and series of sheets with ornaments for gold- and silversmiths. The goblet with the Augsburg master’s mark “The crossed hatchets” is an example of their use. The gilded pounced goblet with an egg-shaped bowl can be referred to the late Renaissance Augsburg silver. The second half of the 17th and the first half of the 18th century became the best periods in Augsburg silverwork. The silversmiths successfully mastered new decorative motifs and ornaments in silver tableware. Few items from the Museum collection demonstrate luxury and variety of baroque ornaments. The baroque dish-basin made by the Augsburg master Hans Jacob I Baur from the Museum collection is brilliantly chased. With impressive size, glittering precious metal and interesting theme “The Triumph of Amphitrite” it looks like a magnificent panel. Both in Europe and in Russia such “basins” were fixed on the walls or exhibited on special stands in the palace halls.
Invulgar par de castiçais em prata fabricado na Europa Central de finais do século XVI a inícios do século XVII, com vestígios de douramento. Base circular com fustes bojudos e relevados “frutos, folhagens e flores de Liz estilizadas”, que se prolongam por contas e gomos intercalados até ao copo. Junto das arandelas sobressaem três aletas em curva e contracurva. O copo oitavado encontra-se decorado com uma gravação de “flores” que alterna com faces lisas.
A origem dos motivos gravados nestes castiçais — acantos estilizados, volutas e folhagens, faixas curvilíneas que rematam em flor-de-lis — poderá residir numa estilização dos motivos criados pelos ourives de Nuremberga, nomeadamente na oficina do seu mais célebre mestre, Wenzel Jamnitzer (1507/1508–1585), a quem são atribuídos objectos de um naturalismo ornamental barroco idêntico.
O termo “prata repuxada”, ou “em relevo”, tem origem na palavra francesa repoussé (“empurrar para fora”), técnica que consiste em lavrar figuras ou adornos em relevo a partir da face do reverso da peça em metal. A douragem é uma técnica decorativa antiga conseguida a partir da aplicação a pincel da mistura (amálgama) de ouro e mercúrio sobre a peça de metal aquecida e limpa de quaisquer impurezas. O ataque do mercúrio à superfície metálica e a sua evaporação permitem a fixação do ouro.
Durante os séculos XV e XVI, período que ficou conhecido como Renascimento ou Renascença, a produção artística e científica intensificou-se por toda a Europa. O Império Austro-Húngaro foi um dos principais palcos na arte de trabalhar os metais, com exímios artífices que se destacaram no trabalho da filigrana de prata e na produção de elaboradas peças em prata dourada. Entre 1519 e 1575 existiam neste território grandes poços de minério a céu aberto, sendo a cidade de Nuremberga o principal local de comércio de metais.
No período barroco, surgido em finais do século XVI com o apoio da Igreja e divulgado em todo o mundo católico pela Ordem dos Jesuítas, dominam as características anticlássicas, assim como a profusão de elementos decorativos. A palavra “barroco” nasce de um termo utilizado na joalharia para designar as pérolas imperfeitas. Toda a arte do Barroco, dominada pelo contraste entre luz e sombra, se desenvolve a partir dos países do sul da Europa, fortemente católicos, tendo pouca expressão nos países do Norte, que não aderiram ao catolicismo. É excepção o Vale do Danúbio, que pertencia ao Império Austro-Húngaro, estreitamente ligado ao catolicismo.
Os objectos do Império Austro-Húngaro, como este par de castiçais em prata dourada expressivo e de grande qualidade, fazem eco de um requintado e elegante estilo na vida citadina de então. O Império foi dissolvido em 1919, aquando do final da Primeira Guerra Mundial.
Certificado de Autenticidade Sofia Ruival e Henrique Braga
Nuremberg. The collection of Nuremberg silver is represented by the works of the second half of the 16th – first three decades of the 17th century. Stylistically they are Renaissance and Baroque monuments . In Nuremberg it was the time of jewelry art flowering, the time of mass production of precious articles and their wide-spread occurrence in Germany and far outside the country. Of all kinds of objects the collection presents goblets - the most characteristic works of the Nuremberg silversmiths. Since the late 16th century, a silver gilded goblet, of German work as a rule, was the most significant and valuable present for representatives of higher society in Russia. The Museum collection includes goblets made by Nicolaus Schmidt, Caspar and Hans Beutmuller.Аugsburg. Augsburg is another center of German silver work. It is represented by a more diverse group of the 16th – early 18th century articles. Augsburg was formed as a major center of silverwork in the Renaissance epoch in the second half of the 16th century. The Augsburg Renaissance artists created whole albums and series of sheets with ornaments for gold- and silversmiths. The goblet with the Augsburg master’s mark “The crossed hatchets” is an example of their use. The gilded pounced goblet with an egg-shaped bowl can be referred to the late Renaissance Augsburg silver. The second half of the 17th and the first half of the 18th century became the best periods in Augsburg silverwork. The silversmiths successfully mastered new decorative motifs and ornaments in silver tableware. Few items from the Museum collection demonstrate luxury and variety of baroque ornaments. The baroque dish-basin made by the Augsburg master Hans Jacob I Baur from the Museum collection is brilliantly chased. With impressive size, glittering precious metal and interesting theme “The Triumph of Amphitrite” it looks like a magnificent panel. Both in Europe and in Russia such “basins” were fixed on the walls or exhibited on special stands in the palace halls.
Invulgar par de castiçais em prata fabricado na Europa Central de finais do século XVI a inícios do século XVII, com vestígios de douramento. Base circular com fustes bojudos e relevados “frutos, folhagens e flores de Liz estilizadas”, que se prolongam por contas e gomos intercalados até ao copo. Junto das arandelas sobressaem três aletas em curva e contracurva. O copo oitavado encontra-se decorado com uma gravação de “flores” que alterna com faces lisas.
A origem dos motivos gravados nestes castiçais — acantos estilizados, volutas e folhagens, faixas curvilíneas que rematam em flor-de-lis — poderá residir numa estilização dos motivos criados pelos ourives de Nuremberga, nomeadamente na oficina do seu mais célebre mestre, Wenzel Jamnitzer (1507/1508–1585), a quem são atribuídos objectos de um naturalismo ornamental barroco idêntico.
O termo “prata repuxada”, ou “em relevo”, tem origem na palavra francesa repoussé (“empurrar para fora”), técnica que consiste em lavrar figuras ou adornos em relevo a partir da face do reverso da peça em metal. A douragem é uma técnica decorativa antiga conseguida a partir da aplicação a pincel da mistura (amálgama) de ouro e mercúrio sobre a peça de metal aquecida e limpa de quaisquer impurezas. O ataque do mercúrio à superfície metálica e a sua evaporação permitem a fixação do ouro.
Durante os séculos XV e XVI, período que ficou conhecido como Renascimento ou Renascença, a produção artística e científica intensificou-se por toda a Europa. O Império Austro-Húngaro foi um dos principais palcos na arte de trabalhar os metais, com exímios artífices que se destacaram no trabalho da filigrana de prata e na produção de elaboradas peças em prata dourada. Entre 1519 e 1575 existiam neste território grandes poços de minério a céu aberto, sendo a cidade de Nuremberga o principal local de comércio de metais.
No período barroco, surgido em finais do século XVI com o apoio da Igreja e divulgado em todo o mundo católico pela Ordem dos Jesuítas, dominam as características anticlássicas, assim como a profusão de elementos decorativos. A palavra “barroco” nasce de um termo utilizado na joalharia para designar as pérolas imperfeitas. Toda a arte do Barroco, dominada pelo contraste entre luz e sombra, se desenvolve a partir dos países do sul da Europa, fortemente católicos, tendo pouca expressão nos países do Norte, que não aderiram ao catolicismo. É excepção o Vale do Danúbio, que pertencia ao Império Austro-Húngaro, estreitamente ligado ao catolicismo.
Os objectos do Império Austro-Húngaro, como este par de castiçais em prata dourada expressivo e de grande qualidade, fazem eco de um requintado e elegante estilo na vida citadina de então. O Império foi dissolvido em 1919, aquando do final da Primeira Guerra Mundial.
Certificado de Autenticidade Sofia Ruival e Henrique Braga