Adagas e Polvorinhos

F740  Aço damasquino, ouro, rubis, Requintada adaga de um só gume, com lâmina em aço damasquino. O punho apresenta um extraordinário trabalho de incrustação de gemas, com 222 rubis, 36 esmeraldas e 22 diamantes em ouro de 24k, formando na zona central uma flor de sete pétalas. As zonaslaterais do encaixe exibem delicados frisos a ouro cinzelado com requintados motivos vegetalistas – flores e folhas.

F653  Painel de Azulejos Portugal, séc. XVIII Painel de 66 azulejos representando duas albarradas: vasos de flores ladeados por meninos que seguram capitel. Um palmito encimado por querubim alado separa as duas albarradas. Moldura com faixa barroca.

F688 Contador de mesa com duas portas, de pequenas dimensões, em madeira leve. Caixa e portas cobertas na sua totalidade com placas translúcidas de carapaça de tartaruga. Por baixo das placas é possível ver finas folhas de ouro, com o intuito de obter maior luminosidade e contraste. Interior com quatro gavetas em laca negra com decoração vegetalista a ouro. Tal como é habitual neste tipo de objectos, a pintura e materiais mais sensíveis ficavam no interior para uma melhor proteção e conservação.

F798 Teca entalhada, lacada e dourada Caixa de escrita, de formato rectangular e com tampa superior de levantar, em madeira exótica lacada a negro, e encarnado e ouro.Exterior com relevo em talha baixa, revestido a laca negra e enriquecido a ouro, em todas as faces. A decoração organiza-se em painéis de motivos fitomórficos, com ramagens onduladas e folhas em forma de “foicinha” rematadas por flores, delimitados por molduras lisas.

F580  Tecido em damasco de fio de seda e aplicação de lantejoulas prateadas. Bordado direto com pontos de ouro em fio de papel laminado prateado, com alma em seda e cordão do mesmo fio. Trata-se de um raro e importante exemplo da utilização de damasco, cujos motivos lavrados serviram de desenho preparatório da composição bordada.

F821  Menino Jesus sino-português em marfim, do séc. XVII.De grande qualidade escultórica, o menino encontra se sentado em atitude de profunda meditação. A face é serena, com traços orientais, os cabelos bem desenhados com singelos caracóis periféricos e esboça um leve sorriso.Veste túnica simples, desprovida de qualquer adorno. Está sentado, com as pernas cruzadas à maneira oriental, deixando ver as pontas dos pés. Segura na mão direita a orbe terrestre, tem o cotovelo esquerdo apoiado no joelho e apoia os dedos na face.

F1023  Arqueta-escritório de tampo de levantar de caixa paralelepipédica, assente em pés de bola achatada, com estrutura de teca e faces exteriores em sissó decorado a embutidos de teca, sissó e marfim à cor natural e tingido de verde, e ferragens e pregaria em cobre vazado e dourado. O tampo de levantar dá acesso a um compartimento central rodeado na frente e nas laterais por três escaninhos (para os instrumentos de escrita), com um tinteiro e uma poeira em sissó ladeando cada umo escaninho da frente.

F615  Cristal de Rocha Peça esculpida a partir de um único bloco de cristal-de-rocha particularmente límpido.Taça oblonga, apresenta 8 gomos em torno de uma flor central, simulando um trevo de quatro folhas. A sua beleza repousa num jogo de superfícies lisas,ritmicamente marcadas por gomos. Na Índia Mogol havia uma predileção pelos objetos preciosos e delicados, esculpido sem pedras duras tais como jade, ágata e cristal-de-rocha, por vezes ornamentadas posteriormente, com ouro e pedraria.

F1047 Jade nefrite entalhado Pequena taça para vinho, finamente entalhada, em jade nefrite branco acinzentado, translúcido e ligeiramente mosqueado, de concha em forma de gota com lóbulos marcados (godrões) e pega em forma de cabeça de cabra.

A483  Excepcionais bases triangulares de tocheiros indo-portugueses, em teca entalhada e policromada. Pernas em forma de anjo, assente sobre voluta e terminando em pé de garra; as cabeças dos anjos sustentam tampo triangular. Painéis decorados com elementos vegetalistas e volutas, com reservas centrais representando Querubins e IHS – Insígnias da Companhia de Jesus. Uma base ostenta o brasão de Frei Francisco dos Mártires, nomeado Arcebispo de Goa em 1636, no reinado de Filipe III e Governador da Índia em 1651, pelo Rei D João IV.

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